Ontem vi uma estrela cadente! E de acordo com a superstição (que
conheço) tinha que fazer um desejo, mas na hora fiquei confusa. Confusa porque
não sabia se agradecia por aquilo que estava acontecendo ou se aproveitava o
momento pra desejar ainda mais!
A verdade é que quando vi a estrela estava pensando em como
estava atrasada com o blog e de que deveria descrever logo como foi a primeira experiência
da viagem. Poderia assim, escrever aqui como foram os meus primeiros dias pela
cidade de Santiago, dia a dia, detalhando o roteiro, mas preferi contar quais
foram as minhas impressões. Acho que é muito mais autêntico, não?
A primeira impressão que tive é que Santiago é a cidade do
amor! Sim! A cidade em que as pessoas estão “enamoradas”. Quantos casais alegres
e felizes vi nos parques e nas ruas, simplesmente namorando, curtindo uns aos
outros! Ai, ai, isso sim é amor!
A cidade é como outra qualquer, uma cidade grande, com
muitas pessoas indo e vindo, mas de alguma forma tem um “ar especial”. Sei lá,
ela me conquistou! E como é possível não ser conquistada por uma cidade que tem
de pano de fundo uma montanha nevada? E foi assim que eu descobri a cidade, passeando
pelas ruas acompanhada de amigos, de companhias incríveis do início ao fim da
minha estadia por lá.
Os chilenos falam rápido, é difícil de entender. A cidade
tem árvores, muitas arvores, ruas largas, um rio, e algumas pontes. Tem parques
lindos, alguns prédios antigos, e muitos prédios novos, poucos prédios altos.
Tem um metrô que funciona, e é uma cidade plana com algumas montanhas que são
parques.
A comida chilena? Não
sei! Comi uma torta de milho que não gostei muito. Depois comi um hambúrguer,
sanduíches e um salmão. Não me pareceu muito como uma comida típica. Subi as
montanhas, caminhei pelo centro, sai à noite para beber e também pra comer. A
cidade vibra, e eu tive o privilégio de estar com pessoas incríveis durante o
tempo que tive por lá. Em um dia lindo de sol descobri Valparaíso e Viña del
Mar, duas cidades litorâneas. Valparaiso é realmente uma cidade única, como
gosto de dizer, e como meu amigo salientou antes de eu embarcar.
Quando chegou a hora de partir, eu não queria ir! Não queria
deixar a cidade que me acolheu tão bem. Foi difícil, por incrível que pareça!
No dia que deixei a cidade estava calor. Fui almoçar com o meu anfitrião, o
melhor que podia desejar numa viagem, num restaurante incrível, num terraço
delicioso, com seus amigos em risadas soltas e deliciosas. Foi a melhor
despedida que podia ter, num dia quente de inverno. Voltei caminhando para o
apartamento, com passos largos observando cada pessoa no meu caminho pra ver se
guardava um pouquinho dessa cidade no meu coração.
Voltarei! Isso é o que pensei quando
sai de lá. A cidade das cordilheiras deixou um gostinho de quero mais. Logo,
logo estarei de volta, assim eu espero!
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| San Critobal |
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